Trabalho infantil no Brasil tem o menor índice desde 2016

Brasília (DF) - O Brasil registrou, em 2025, retração de 9,2% no número de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil. Com a queda em relação a 2024, o país atingiu o menor nível da série histórica, iniciada em 2016. Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua): Trabalho de Crianças e Adolescentes de 5 a 17 anos de idade 2025. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a pesquisa na sexta-feira (16.10).

“Cada cota de aprendizagem é um futuro resgatado”, afirma procuradora do Trabalho durante Feirão de Aprendizagem Profissional

“Cada cota de aprendizagem é uma vida. Cada cota é um adolescente que deseja entrar no mercado de trabalho de forma segura e permitida pelo Direito”. A fala da coordenadora regional de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes (Coordinfância), procuradora do Trabalho Jailda Pinto, deu início à participação da representante do Ministério Público do Trabalho em Pernambuco (MPT-PE) no Feirão da Aprendizagem Profissional, promovido pelo órgão ministerial em parceria com o Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6) e a Superintendência Regional do Trabalho em Pernambuco (SRTb-PE), no último dia 6. A ação interinstitucional, realizada no Pleno do tribunal, contou ainda com a auditora do Trabalho Simone Brasil, as juízas do Trabalho Mariana Milet e Maria Odete de Freire Araújo, e o desembargador Fábio Farias.

MPT-PE acompanha capacitação para prevenção de acidentes de trabalho nos municípios de Pernambuco

O Ministério Público do Trabalho em Pernambuco (MPT-PE) acompanhou, no último dia 30, capacitação promovida pela Universidade de Pernambuco voltada à prevenção de acidentes de trabalho graves e fatais relacionados a riscos nas atividades de iluminação pública. O evento foi o primeiro de uma série voltada à qualificação de profissionais que atuam nos municípios do estado de Pernambuco.

TRT-6 mantém condenação da Usina Bom Jesus por descumprir cota de aprendizagem

O Ministério Público do Trabalho em Pernambuco (MPT-PE) obteve decisão favorável na 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6) em sentença de Ação Civil Pública (ACP) contra a Usina Bom Jesus S/A, em recuperação judicial, por descumprimento da cota legal de aprendizagem profissional. Por unanimidade, o colegiado negou provimento ao recurso apresentado pela empresa e manteve a condenação fixada em primeira instância. A usina deverá cumprir e manter a cota de aprendizes, pagar R$ 50 mil por dano moral coletivo e observar as obrigações determinadas pela Justiça do Trabalho. A decisão também manteve multa de R$ 1.500 por aprendiz não contratado e por mês de descumprimento, caso a empresa deixe de manter ou recompor a cota legal.