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  • “A garantia da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho surge no momento em que todos assumimos este compromisso”, disse a Procuradora do Trabalho Melícia Carvalho Mesel em audiência coletiva com empresas e órgãos públicos

“A garantia da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho surge no momento em que todos assumimos este compromisso”, disse a Procuradora do Trabalho Melícia Carvalho Mesel em audiência coletiva com empresas e órgãos públicos

“A luta da população com deficiência por inclusão, apesar de antiga, segue atual. E nós sabemos que é inerente à vida digna o trabalho decente, em um ambiente acolhedor, que assegure respeito e independência”. Com essas palavras, a Coordenadora Regional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), Procuradora do Trabalho Melícia Carvalho Mesel, deu início à audiência coletiva voltada à sensibilização sobre a necessidade de promover a empregabilidade das Pessoas Com Deficiência, bem como de combater o capacitismo, que continua sendo a maior barreira.

A reunião pública, que foi realizada na última terça-feira de junho na sede da Procuradoria Regional do Trabalho da 6ª Região (PRT6), no Recife, e reuniu representantes de empresas, do Estado e dos Municípios pernambucanos, integra as ações do Projeto Nacional Inclusão das Pessoas com Deficiência e Reabilitados no Mercado Formal de Trabalho.

Durante a reunião, Melícia Carvalho Mesel discutiu a implementação de políticas de inclusão nos órgãos públicos e nas empresas sediadas em Pernambuco. Além disso, ressaltou que “não adianta a empresa, ou ente público, contratar e o ambiente de trabalho ser hostil, não apenas do ponto de vista físico, mas também das relações interpessoais”.

De acordo com a Procuradora do Trabalho, a ausência de acessibilidade ambiental e comunicacional, ainda comum na cultura corporativa de muitas empresas, representa circunstância excludente, que, muitas vezes, possui na sua base o preconceito contra aquelas pessoas, que acabam sendo vítimas de assédio moral. Esse cenário faz com que muitas trabalhadoras e trabalhadores com deficiência desistam de continuar naquele trabalho.

Participaram da audiência coletiva representantes do Estado de Pernambuco; dos Municípios do Recife, Ipojuca, Paulista, São Lourenço da Mata, Abreu e Lima e Igarassu; da Secretaria Executiva de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de Pernambuco; do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONED/PE); do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Recife (COMUD/Recife); do Real Hospital Português; da Avantia Tecnologia; da Stellantis Automóveis Brasil Ltda; da Accenture do Brasil Ltda e da Neoenergia Pernambuco.

“Não adianta a empresa, ou ente público, contratar e o ambiente de trabalho ser hostil, não apenas do ponto de vista físico, mas também das relações interpessoais”, ressaltou Melícia Carvalho Mesel.
“Não adianta a empresa, ou ente público, contratar e o ambiente de trabalho ser hostil, não apenas do ponto de vista físico, mas também das relações interpessoais”, ressaltou Melícia Carvalho Mesel.