MPT-PE acompanha resgate de trabalhadores paraguaios encontrados em fábrica clandestina de cigarros

O Ministério Público do Trabalho em Pernambuco (MPT-PE) acompanha o caso dos trabalhadores paraguaios encontrados em condições análogas à de escravo durante operação realizada na quinta-feira (4), em uma fábrica clandestina de cigarros localizada no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR). A ação contou com a atuação inicial da Secretaria da Fazenda de Pernambuco e da Polícia Federal.

Para apurar o caso e acompanhar os desdobramentos na esfera trabalhista, o MPT-PE instaurou procedimento investigatório. A apuração reunirá informações sobre a dinâmica de trabalho, a forma de contratação, as condições de alojamento e a eventual ocorrência de violações de direitos trabalhistas, de modo a subsidiar a adoção das medidas extrajudiciais ou judiciais cabíveis para a responsabilização dos envolvidos.

ACOLHIMENTO

Ainda na quinta-feira (4), após a fiscalização, a articulação entre o MPT-PE e o Governo do Estado assegurou a retirada dos trabalhadores do local e o encaminhamento a instituições de acolhimento no Cabo de Santo Agostinho, em Candeias e em Piedade. Eles foram assistidos por servidores da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência de Pernambuco, que providenciaram alimentação e hospedagem enquanto aguardam os procedimentos de repatriação.